Existe um momento em que uma linha deve ser cruzada. Fronteira estabelecida por N motivos... preservação, creio, é ao principal deles.
Há uma vontade de (res)guardar, proteger, deixar apenas para quem é. Uma questão de identidade que foi construída em contraposição à constantes violações e depreciações.
Esta fronteira não é perpétua, assim como nenhuma outra fronteira. Seja ela geográfica, emocional ou moral. Em algum momento ela será transposta por alguém.
Tenho me deparado tentativas de trasposição de algumas fronteiras que sempre foram consolidadas e legitimadas.
Como sou uma pessoa que transita entre várias fronteiras, acabo enxergando estes movimentos numa frequência que sou incapaz de absorver e me pergunto: já que estou tão próxima a esta fronteira, devo me envolver neste momento em que ela é redesenhad? se eu me envolvo, garanto o entendimento por ambos os lados? Serei capaz de preservar o essencial ou a coisa será tomada de assalto e eu serei usada como "uma de dentro" a favor de um interesse que não é o meu, tão pouco o interesse de quem se manteve intacto até agora.
Ficar indiferente é tão impossível quanto permitir uma transgressão e manter distância. TEnho um dilema em minha mão... espero ter sabedoria para lidar com ele.
sábado, 6 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Onze
Onze meses e meio de vida.
350 dias.
4 dentes na boca - dois nascidos e dois nascendo.
posso fazer algumas estatísticas
trazer dados variados
primeiro isso, primeiro aquilo
nada mas nada disto retrará um segundo do meu amor por esta cunhatan.
A danada me ganhou... nem sei quando!
Certamente quando saiu de dentro de mim algo mudou
mas mudou dum jeito indescritível.
Estas mudanças foram tantas que ainda não me reaprumei.
Me custa em alguns aspectos... no corpo, no coração, no cotidiano.
Custo, não fardo.
Preço um pouco mais caro pra pagar porque tenho 36 anos e algumas coisas estavam sedimentadas.
Tão miúda ela mexe com tudo.
e não tô contando nenhuma novidade.
Só repetindo pra acreditar.
Já me habituei que ela não tem pai.
mais de 60 dias sem vê-la? somado aos outros 45, nos últimos 120 dias é praticamente 95% dos dias transcorridos sem vê-la.
Ela tem genitor.
Doador de material genético.
Digo sem rancor.
Mas ela tem mãe.
Sei lá que tipo de mãe eu sou...
do tipo que, por um lado, não a larga e, do outro, a deixo tão solta.
Ontem ela meteu a cara na parede - ganhou um hematoma na bochecha.
Nunca pensei que fosse possível um hematoma na bochecha.
A data cabalística tá chegando...
não estou completamente pronta mas já me imagino no cinema, já vou à consulta médica sem ela. Já concebo deixá-la com outras pessoas.
Passeia por aí no sling aconchegada em outro corpo que não o meu.
É bom pra ela.
É bom que ela receba amor de outras pessoas além de mim.
Eu a amo mas também a deixo tão à vontade...
inclusive pra meter a bochecha na quina da parede.
Ela é voluntariosa, geniosa, generosa - tão leonina...
ela é sedutora, doce...
põe as costas da mão no meu peito e apoia o queixo; reflete um pouco e então, cochila.
Ela levanta o dedinho, num gesto tão familiar pra mim, e aponta.
Estica a mão pro espinho, pra flor, pro tronco de árvore.
Aponta uma escultura do tipo gárgula no alto de uma casa e dá risada.
Como gargalha gostoso...
Tenho medo de fracassar.
De perder o chão.
Ela só tem mãe - o só é força de expressão porque, na boa? sou muita coisa...
mas dá medo porque tudo, até agora, parecia ensaio e há 350 dias, a brincadeira é pra valer.
350 dias.
4 dentes na boca - dois nascidos e dois nascendo.
posso fazer algumas estatísticas
trazer dados variados
primeiro isso, primeiro aquilo
nada mas nada disto retrará um segundo do meu amor por esta cunhatan.
A danada me ganhou... nem sei quando!
Certamente quando saiu de dentro de mim algo mudou
mas mudou dum jeito indescritível.
Estas mudanças foram tantas que ainda não me reaprumei.
Me custa em alguns aspectos... no corpo, no coração, no cotidiano.
Custo, não fardo.
Preço um pouco mais caro pra pagar porque tenho 36 anos e algumas coisas estavam sedimentadas.
Tão miúda ela mexe com tudo.
e não tô contando nenhuma novidade.
Só repetindo pra acreditar.
Já me habituei que ela não tem pai.
mais de 60 dias sem vê-la? somado aos outros 45, nos últimos 120 dias é praticamente 95% dos dias transcorridos sem vê-la.
Ela tem genitor.
Doador de material genético.
Digo sem rancor.
Mas ela tem mãe.
Sei lá que tipo de mãe eu sou...
do tipo que, por um lado, não a larga e, do outro, a deixo tão solta.
Ontem ela meteu a cara na parede - ganhou um hematoma na bochecha.
Nunca pensei que fosse possível um hematoma na bochecha.
A data cabalística tá chegando...
não estou completamente pronta mas já me imagino no cinema, já vou à consulta médica sem ela. Já concebo deixá-la com outras pessoas.
Passeia por aí no sling aconchegada em outro corpo que não o meu.
É bom pra ela.
É bom que ela receba amor de outras pessoas além de mim.
Eu a amo mas também a deixo tão à vontade...
inclusive pra meter a bochecha na quina da parede.
Ela é voluntariosa, geniosa, generosa - tão leonina...
ela é sedutora, doce...
põe as costas da mão no meu peito e apoia o queixo; reflete um pouco e então, cochila.
Ela levanta o dedinho, num gesto tão familiar pra mim, e aponta.
Estica a mão pro espinho, pra flor, pro tronco de árvore.
Aponta uma escultura do tipo gárgula no alto de uma casa e dá risada.
Como gargalha gostoso...
Tenho medo de fracassar.
De perder o chão.
Ela só tem mãe - o só é força de expressão porque, na boa? sou muita coisa...
mas dá medo porque tudo, até agora, parecia ensaio e há 350 dias, a brincadeira é pra valer.
Assinar:
Postagens (Atom)
