quarta-feira, 6 de novembro de 2013

As águas, a febre

Minha cabeça é de água.
Água quente, água com movimento
forte, destemido. 

Não é remanso, não é contemplativo.
Tem serenidade e tem transparência... 
Transparênca... glasnost...
Moscou na minha vida, 2 décadas depois.

Minha febre me visitou.
Minha febre pelo mundo, o mundo que me intriga.
Meu encantamento foi despertado por águas profundas,
duplamente profundas.

Com o encantamento veio a (re)descoberta,
a franqueza e a sincronicidade do encontro das águas.

Uma pororoca urbana, emocional,
as águas do corpo, a água que o corpo pede,
o calor, a febre. 

Um presente para minha vida.
Alegre, divertido e surpreendente, como são os presentes.
Para este momento, minha vida é febre,
encantamento e encontro de águas.

Para este momento vejo o charme do mundo,
com aquilo que me intriga, me leva e me ganha.
Não poderia estar mais agradecida!