terça-feira, 15 de novembro de 2011

os 15 meses de minha flor

Eu poderia dizer mil coisas... já tinha planejado tudo.. os trocadilhos entre 15 meses, hoje é dia 15 e eu também sou alguém nascida em 15... mas fui presenteada com os versos de Lúcia Udemezue, acho que diz muito mais sobre Dorah Madiba do que eu mesma poderia fazê-lo hoje. Lindo gesto, lindas palavras... sou agradecida:

"Menina!
Descobri uma flor do cerrado aqui em Sampa!
Linda, doce e suave, com uma beleza rara
A flor se chama Dorah Madiba,
Advinda de uma espécie rara de outra flor mulher."


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

sobre fala alheia

Quando não se está seguro do conteúdo a ser compartilhado, a fala torna-se prolixa, reduntante e até desinteressante.
É uma tentativa de convencer o outro de que você domina algo que na real, você não domina. Se dominasse, com pouco, diria muito.

sábado, 6 de agosto de 2011

Questão de difícil solução

Existe um momento em que uma linha deve ser cruzada. Fronteira estabelecida por N motivos... preservação, creio, é ao principal deles.
Há uma vontade de (res)guardar, proteger, deixar apenas para quem é. Uma questão de identidade que foi construída em contraposição à constantes violações e depreciações.
Esta fronteira não é perpétua, assim como nenhuma outra fronteira. Seja ela geográfica, emocional ou moral. Em algum momento ela será transposta por alguém.
Tenho me deparado tentativas de trasposição de algumas fronteiras que sempre foram consolidadas e legitimadas.
Como sou uma pessoa que transita entre várias fronteiras, acabo enxergando estes movimentos numa frequência que sou incapaz de absorver e me pergunto: já que estou tão próxima a esta fronteira, devo me envolver neste momento em que ela é redesenhad? se eu me envolvo, garanto o entendimento por ambos os lados? Serei capaz de preservar o essencial ou a coisa será tomada de assalto e eu serei usada como "uma de dentro" a favor de um interesse que não é o meu, tão pouco o interesse de quem se manteve intacto até agora.
Ficar indiferente é tão impossível quanto permitir uma transgressão e manter distância. TEnho um dilema em minha mão... espero ter sabedoria para lidar com ele.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Onze

Onze meses e meio de vida.
350 dias.
4 dentes na boca - dois nascidos e dois nascendo.
posso fazer algumas estatísticas
trazer dados variados
primeiro isso, primeiro aquilo
nada mas nada disto retrará um segundo do meu amor por esta cunhatan.
A danada me ganhou... nem sei quando!
Certamente quando saiu de dentro de mim algo mudou
mas mudou dum jeito indescritível.
Estas mudanças foram tantas que ainda não me reaprumei.
Me custa em alguns aspectos... no corpo, no coração, no cotidiano.
Custo, não fardo.
Preço um pouco mais caro pra pagar porque tenho 36 anos e algumas coisas estavam sedimentadas.
Tão miúda ela mexe com tudo.
e não tô contando nenhuma novidade.
Só repetindo pra acreditar.

Já me habituei que ela não tem pai.
mais de 60 dias sem vê-la? somado aos outros 45, nos últimos 120 dias é praticamente 95% dos dias transcorridos sem vê-la.
Ela tem genitor.
Doador de material genético.
Digo sem rancor.

Mas ela tem mãe.
Sei lá que tipo de mãe eu sou...
do tipo que, por um lado, não a larga e, do outro, a deixo tão solta.
Ontem ela meteu a cara na parede - ganhou um hematoma na bochecha.
Nunca pensei que fosse possível um hematoma na bochecha.

A data cabalística tá chegando...
não estou completamente pronta mas já me imagino no cinema, já vou à consulta médica sem ela. Já concebo deixá-la com outras pessoas.
Passeia por aí no sling aconchegada em outro corpo que não o meu.
É bom pra ela.
É bom que ela receba amor de outras pessoas além de mim.
Eu a amo mas também a deixo tão à vontade...
inclusive pra meter a bochecha na quina da parede.

Ela é voluntariosa, geniosa, generosa - tão leonina...
ela é sedutora, doce...
põe as costas da mão no meu peito e apoia o queixo; reflete um pouco e então, cochila.

Ela levanta o dedinho, num gesto tão familiar pra mim, e aponta.
Estica a mão pro espinho, pra flor, pro tronco de árvore.
Aponta uma escultura do tipo gárgula no alto de uma casa e dá risada.
Como gargalha gostoso...

Tenho medo de fracassar.
De perder o chão.
Ela só tem mãe - o só é força de expressão porque, na boa? sou muita coisa...
mas dá medo porque tudo, até agora, parecia ensaio e há 350 dias, a brincadeira é pra valer.

terça-feira, 5 de julho de 2011

olho vermelho

seria diferente se ela não cruzasse a cidade?
esta conjutivite é intrigante.
algo nos olhos... algo pra ver que não é visto?
algo que perturba a visão?
deixei passar algo?
não sei...
ela tá de olho vermelho,
grudada no peito.
Dorme um pequeno cochilo no dia.
Depois rola pela casa.
engatinha rápido
Brinca
e cola.
gruda.
Gruda no peito.
prefere peito à sopa
Resmunga durante o sono.
o olho arde -
ou dói?
O clima seco,
o ar de pouca qualidade,
a imunidade de uma bebê
exposta a todas as condições da rua
- boas e ruins
Aos encontros com pessoas queridas
e ao esbarrão com a rufada de vento.
Me sinto culpada.
É simples mas poderia ser diferente.
E não termina.
no olho.
visão.
ardência.
camomila.
choro.
peito.
perturbação.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Corpus Christi de guerra fria

Como gostaria que Dorah tivesse entendimento do que acontece hoje... exatamente hoje, o Corpus Christi de 2011...
Gostaria que ela entendesse que levantei como bandeira publicizar a ausência do pai dela por não me sentir confortável num silêncio que nunca combinou comigo. O mesmo silêncio de mulheres que são violentadas e se calam na vergonha.
Não me envergonho de ser mãe solteira. O têrmo soa a naftalina mas tem muito de real. Sou sozinha pra cuidar de Dorah e tenho contado com tantos apoios... todos de pessoas que se encantam por ela.
Meu entendimento não alcança a falta de encantamento do pai desta bebê por ela. Meu entendimento não alcança porque ele prefere seguir desempregado, sonhando em concretizar seus sonhos e escolhendo caminhos tão inverossímeis - como se não quisesse concretizá-los de fato. Tocar uma ou duas músicas num tempo mendigado no evento de alguém não o levará a lugar algum. Compôr músicas frívolas, um rap inconsistente, sem estudo, sem leitura... enfim... prefere este caminho ao caminho lógico de criar estrutura para que ela possa ter seus sonhos concretizados.
Dorah é meu presente, minha benção. Me proporcionou vivências e sensações que não teria de outra forma...
Desde o parto que foi perfeito, normal como eu queria até os sorrisos que ganho todas as manhãs... as fraldas sujas de cocô que tenho que lavar e mesmo as brigas que assumo para que ela tenha uma dieta vegetariana... tudo isto me proporciona uma vivência ímpar e em nenhum momento lamentei a gestação não planejada.
A atitude do pai dela, Maurício Gonçalves Júnior é lamentável e nada apoiável. Especialmente por mim.
No futuro Dorah entenderá o que aconteceu no passado dela. ELa pode ter 50% do material genético dele mas os outros 50% + o convívio cotidiano são meus! Estou no lucro e de consciência mais tranquila, agora que publicizei a ausência continuada de Maurício e suas prioridades que o distanciam da filha caçula.
Enviei o texto abaixo para amigos dele. Um jeito de vomitar o que tem acontecido a Agradeço a todos, todo apoio que me foi dado desde o momento em que descobri que ela estava dentro de mim até agora, 23 de junho...
Talvez eu volte ao assunto, como forma de viver um tipo de luto. Talvez eu volte ao assunto com a finalidade de contar uma história para que Dorah possa ler um dia, para que não seja esquecida e para ela aprender o que é superação. Dorah enfrentou muitos desafios e superou todos, enfrentou um tal osso que é proeminente na minha bacia e passou muito bem por ele... os obstáculos que surgirem, ela enfrentará com sabedoria porque é o que compartilharemos com ela. Nós que convivemos com esta criança linda, vivaz, de olhar penetrante e encantador.

"Bom dia, sou mãe de Dorah Madiba filha de Maurício Gonçalves Junior.
A pessoa passou o mês de abril inteiro e mais 15 dias do mês de maio sem ver a própria filha. Não estou falando em presença financeira - que NUNCA existiu - mas em presença emocional a quem está em formação, uma bebê de 10 meses. Em junho ele volta a repetir sua ausência, não perguntando pela criança, sem se importar com a saúde ou o bem-estar dela, perdendo os primeiros passos, o engatinhar, a criança aprendendo a bater palmas. Momentos ímpares na vida de alguém.
Maurício, que não compareceu ao batizado da própria filha, está desempregado há 5 meses e sempre usa como argumento o fato de não ter dinheiro para chegar onde moramos. Porém tem feito muitos rolês pela cidade, conta no boteco do bairro e não abriu mão de seus vícios e prazeres. De acordo com ele, tudo em nome do sonho musical.
Eu, que fiquei calada até agora, quando começo a denunciar sua ausência, fui excluída de sua lista de amigos do Facebook. É assim que ele resolve seus assuntos!!!
Resolvi publicizar a situação, a ausência frequente e o descaso com a filha porque não serei conivente com tamanho egoísmo. Quem não respeita uma criança não merece credibilidade, em especial se esta criança é sangue do seu sangue - algo de pouco valor para esta pessoa.
Desculpe incomodar sua privacidade. Talvez não tenha justificativa plausível mas como mãe, não posso ficar apática. Como mulher, não posso ser subserviente. Agradeço sua atençao.
Cristiane Moscou

sábado, 4 de junho de 2011

pretinha e o criolo




Dorah está com 9 meses e meio... este "meio" faz toda a diferença pra quem tem esta idade.. na verdade, a gente não percebe mas cada dia vivido é um dia que nos acrescenta algo. No caso de Dorah Madiba, minha preta mutretera, ela tá numa fase cheia de mamamamam, taitai e outros sons... dia 02, a greve da CPTM fez a creche fechar às 13h. Chegamos em casa, pretinha capotou mas quando acordou, jantou e comeu banana de sobremesa... e saiu da boca dela um "anana"... e ela tá tentando...
Tá treinando também jogar beijo... ela faz uma baita cara de dengo - Dorah, definitivamente, é dengosa... e acaba presenteando as pessoas com um sorriso dengoso ao invés de um beijo lançado com a palma da mão.
O tchau dela sai tímido, às vezes atrasado, mas sai...
E daí tem o Criolo...
Show de lançamento do CD do Criolo (que deixou de ser Doido) e eu me coçando pra ir... show no sesc vila mariana.. área nobre... rap lá?? só me lembro do DJ Cia, acompanhando Elza Soares... aquele teatro com cara de arena, o palco imenso e rap ecoando por aquelas paredes? eu queria ver isto... mas sem Dorah? Jamais! Juju Denden me recomendou ligar lá e perguntar... não deu outra: Dorah podia ir comigo e assim foi. Não sei se é cedo ou tarde mas é importante fazer algumas coisas que são minhas, é um jeito de me emancipar, de não assumir exclusivamente a identidade Mãe mas intercalar com todas as outras facetas que me compõe. Foi uma conquista.
Como chegamos lá nem merece ser comentado... um taxista idiota que vai morrer de fome e arder no inferno atrasou nosso lado.
Dorah dentro do teatro do sesc... ela nem se ligou do que era... luzes apagadas, nada... mas quando começou o show... vixe... ela ficou petrificada, encantada... um monte de músicos no palco, as luzes... tudo... ela ficou um tempão observando... encantada mesmo. Lá pela 3a ou 4a música ela já estava dançando, balançando o braço e cantando! não dormiu um segundo... viu tudo até a penúltima música... na última música do bis ela se rendeu e se aconchegou no meu colo.
Foi lindo!
Era tudo o que eu queria: nós duas em shows por aí! Amo ir a shows. Amo estar em shows de rap... e se ela pode ir comigo, será mil vezes melhor.
Indo embora com Vanessa e Lavínia, uma linda mãe com sua linda e enorme filha de 10 anos, rolou o momento "mãe, deixa eu ir pro playcenter".. Cheguei em casa pensando: Caralho, essa menina faz rolê que poucos da idade dela fazem, vai pra shows, fala com artistas, assiste gravações de todo tipo, dança no palco com a mãe... e ainda quer ir ao playcenter? como assim??!! não sei se argumentarei suficiente com Dorah, se meu argumento terá poder mas estes rolês de show são infinitamente mais interessantes do que pagar pra passar medo no playcenter. Entendo a pressão social mas.. sei lá.. o que ela faz é tão mais legal!!! minha vez chegará!
Eu fiquei muito feliz em ir ao show do Criolo. Primeiro grande show de rap de Dorah Madiba. Fiquei feliz em ver Ariane, Janaína, Vanessa e Lavínia, (Katiane!!!) Dandan... em ver o público cantando as músicas do Criolo, em ouvir um tiquinho de Rodrigo Campos, lá de São Mateus - um lugar que não é tão longe assim....
Arranjos lindos, vários boleros, uma luz bacana - precisando de pequenas correções, Dandan multitarefas, a homenagem aos pais do Criolo... e eu acompanhada por Dorah Madiba.
Pensei em muita coisa... mas o mais importante, tava rolando.. nós duas lá. Juntas. Parceiras.
Música como protagonista e pano de fundo, da nossa história.
É isto que sempre quis.
É isto que quero.
Música como um valor, algo que proporciona uma elevação de espírito imensa... e o rap, que traz consciência crítica e racial? Importante demais pra mim.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O tamanho das coisas


Nem tudo são flores.
às vezes há alguns dissabores.
Todos eles fazem parte do cotidiano
de qualquer cidadão.
O transporte público,
a dor nas costas,
O frio,
a roupa velha.
O sorriso da pequena
e mais um dia vivido.
Tenho uma nostalgia não sei de quê.
Culpa dos 50 anos a mil que tô lendo
e me joga num turbilhão de pensamentos -
e em nenhum deles eu seria quem sou hoje.
Ser quem sou não é ruim,
é difícil admitir que é bom.
Porque pra ser bom eu teria que me conformar
com meia dúzia de situações.
E não vou.
O jeito que nossa sociedade escolheu pra ser
e existir
é ultrajante.
Nos rouba muitos instantes.
Se estou aqui, é porque minha pequena está diante da TV
ou está dormindo.
Surpreendentemente, ela me deixa com alguns momentos de respiro.
E quando me quer, me quer numa intensidade tão grande
que meu corpo, mesmo exausto,
encontra uma força tão telúrica
que me sinto um bambu chinês...
com rachaduras e fissuras.
Sem quebrar, sou incapaz de negar
o abrigo que ela pede,
o conforto que ela quer,
o calor que ela anseia
ou o peito que ela devora!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

algumas primeiras vezes

Com Dorah Madiba colecionarei muitas primeiras vezes... tantas destas só minha e dela.. hj foi uma destas. Não houve registro, nenhuma foto (que eu saiba). nada. Quero contar.
Descemos no terminal lapa. Ela estava animadíssima porque todo o percurso da creche até o terminal ela passou brincando com Cauê, um garoto adorável que tava fazendo 8 anos hoje. Ele cantou e ela riu. Ele brincou com ela e ela gargalhou... esqueceu de mim, do peito... ela só tinha olhos para Cauê, que não cansava de dizer o quanto adorava os dedinhos dela e como ela era linda!
Mais um que caiu nos encantos de Dorah Madiba...
Enfim, descemos no terminal Lapa e tava rolando um rock and roll violento... Ramones!! daí começa a música do Pink Floyd... ela só olhava na direção da música. Era o Projeto Som Jovem da Coordenadoria da Juventude da Cidade de São Paulo. Abri espaço entre as pessoas e sentamos na beira do palco. Ela olhava, encantada, tudo aquilo.. Nada assustada com o volume da música ou as três guitarras da banda Lados Opostos.
Toxa, o baixista, foi tão sensível.. falou com a gente depois do show.
Dorah espiou tudo: desconectando os fios, guardando os instrumentos... as palmas!! ela assistia ou show mas não esquecia do público! Ela está numa fase em que tá buscando entender o que são palmas! A carinha dela vendo todas as pessoas a nossa volta batendo palmas, foi hilária!! Ela tava realmente querendo entender o gesto.
O deslumbramento dela foi tanto que as pessoas começaram a notá-la. Até a banda a percebeu! E, em alguns momentos, me pareceu que tocavam pra ela. Era a última música... O clássico do Pink Floyd que me serve de base pra eu cantar "atirei o pau no gato", como Dan me ensinou, como Falcão (sim, o cantor Falcão) cantava nos anos 90: "Hey, Chica! Deixa o gato em paz! Não pode maltratar os pobres dos animais!!" Foi legal, sabe? juntar tudo... minha história com o Dan, a música e Dorah.
Porém outra coisa me tocou profundamente: mais uma vez me dei conta de que meu papel como mãe é possibilitar o maior número de experiências possíveis pra ela. Dar segurança para que ela possa descobrir as coisas, sentir, conhecer, vivenciar... parece simples... e, em alguma medida, é simples, porém não deixa de ser desafiador.
Chegamos em casa e ela brincou tanto... ela realmente ficou bem. Foi dormir às 22h! Um verdadeiro milagre!
Como o mundo tem das suas travessuras, descobri que os integrantes da banda moram do outro lado da Av. Cangaíba e se apresentarão na concha acústica da Tiquatia no dia em que Dorah completa 9 meses.
Dorah Madiba... hoje ela me deu mais uma lição...

quarta-feira, 9 de março de 2011




SEMANA DO HIP HOP 2011 – HIP HOP COMBATENDO A VIOLÊNCIA CONTRA A

JUVENTUDE NEGRA.


O Fórum de Hip Hop Municipal SP em parceria com a prefeitura, representada pelas secretarias de Cultura, Educação e Participação Parceira realizarão a Semana do Hip Hop 2011, lei municipal 14.485/2007, que será executada de 13 á 21 de março, na cidade de São Paulo. Nas mesas de bate papo o Movimento Hip Hop junto com a sociedade civil e poder público dialogarão sobre o tema Hip Hop Contra a Violência. As atividades acontecerão na Câmara Municipal de São Paulo, Galeria Olido, quatro CÉUS, e Boulevard São João para finalizar atividades. Além das apresentações artísticas haverão workshop´s dos quatros elementos, produção musical, moda, literatura. Você não pode ficar fora dessa, venha fazer barulhoooo!


Apesar da Semana do Hip Hop 2011 representar uma conquista do Movimento Hip Hop, não teremos somente atividades festivas ou comemorativas. A organização preparou consideráveis intervenções reflexivas e de diálogo com o poder público em importantes espaços paulistanos, na periferia e no centro.


Fórum Hip Hop Municipal SP

Criado em 2005 é um espaço e canal de diálogo entre os jovens do Movimento Hip Hop e as representações da administração pública municipal com objetivo de discutir políticas públicas e criar critérios públicos que direcionem a relação entre o poder público e os jovens, garantindo que não haja privilégios de uns em detrimento de outros setores.


Os encontros e discussões do Fórum ocorrem a partir de 8 eixos temáticos:


Difundir o Hip HopElaborar políticas públicas de juventudeInserir o Hip Hop como tema transversal da educaçãoCombater a discriminação de gêneroOrganizar uma agenda do Hip Hop na cidadeCombater a discriminação racialAtuar contra a violência policial Debater geração de emprego e renda


PROGRAMAÇÃO COMPLETA:


DOMINGO 13/03/2011


Galeria Olido – Vitrine da Dança

Avenida São João, 473 - Centro


12h00 às 13h30 - Debate: “O Hip-Hop em São Paulo: Genocídio, violência, movimento, auto-estima”

Com Nando (Fórum Hip Hop São Paulo), Malu Viana (Flor do Gueto), Miltão (MNU) e representantes da Coordenadoria da Juventude e da Coordenadoria do Negro


13h40 às 15h00 - Debate: “História viva do Hip-Hop em São Paulo”

Com Sharylaine, Nelsão (Funk & Cia), M.C. Jack (Hip-Hop Cultura de Rua/ Crazy Crew), João Break (Fundador da São Bento 'Point') e Alam Beat (São Bento Força Break/ Street Warriors)


15h10 às 16h30 - Debate: “Hip-Hop em ação - Periferia, políticas,

cultura, educação, geração de renda”

Com BOB (Fórum Hip-Hop São Paulo), MC Tito, DERF (graffiti), Frank

Ejara e DJ Man.


16h40 às 18h00 - Debate: “Produção de Hip-Hop - Literatura, vídeo moda, internet e possibilidades”

Com Lunna (Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop), Elisandra (literatura), JC (vídeo), Rooneyoyo “O Guardião”, B. Girl Miwa


18h00 às 20h00 - Apresentações Freestyle: toca discos, microfones e pistas livres

Com o DJ residente X Dee e os apresentadores Arnaldo Tifu x Aline Afrobreak


SEGUNDA-FEIRA 14/03/2011


Câmara Municipal de São Paulo – Auditório Prestes Maia

Viaduto Jacareí, 100, 1º andar - Bela Vista


15h00 às 17h00 - Debate: “O Hip-Hop combatendo a violência contra a juventude negra”

Com representantes da Secretaria Municipal de Participação e Parceria, Secretaria Municipal de Cultura e da Comissão de Juventude da Câmara, Eduardo (Facção Central – a confirmar), Nando (Fórum Hip-Hop São Paulo) e Fernanda (Força Ativa)


Galeria Olido – Sala Mario Pedrosa


17h30 às 19h00 - Projeção de Clipes: Hip-Hop - Produção Brasileira


19h00 às 21:00hs – Apresentações artísticas e Freestyle: toca discos, microfones e pistas livres

Com Vanessa Soares (dança afro), os apresentadores Rapper Pirata e Lurdes da Luz e o Dj residente Pec Jay


TERÇA-FEIRA 15/03/2011


CEU Inácio Monteiro

Rua Barão Barroso do Amazonas, s/nº


16h00 às 17h30 – Workshops: 4 elementos

DJ - R.M. (Clã-Leste); Graffiti – Caju; MC –Tito; Dança - Formiga


18h00 às 19h30 – Debate: “O Hip Hop combatendo a violência contra a juventude negra: Mulher, saúde, educação”

Com Rose (Hip-Hop Mulher), representantes do Poder Público, Rúbia (R.P.W.), Tiely Queen (Hip Hop Mulher) , Bia (Casa Viviane) e Alessandro Buso (a confirmar)


19h30 às 21h30 – Apresentações artísticas e Freestyle: toca discos, microfones e pistas livres

Com os apresentadores Sharylaine e Ivan, Freestyle Force, Di Quebrada, DJ Luana, Sombras MC´s, Biohazard, DJs Bidu e RM


QUARTA-FEIRA 16/03/2011


CEU Casablanca

Rua João Damasceno, 85


16h00 às 17h30 – Workshops: 4 elementos

DJ – Bola; Graffiti – Risca; MC - Slim Rimografia; Dança - Aline (Afro-B.Girls)


18h00 às 19h30 – Debate: “O Hip Hop combatendo a violência contra a juventude negra: Drogas, geração de renda, segurança pública”

Com Geraldo (Fórum Hip-Hop São Paulo); representantes do Poder Público; e Miltão (M.N.U.)


19h30 às 21h30 – Apresentações artísticas e Freestyle: toca discos, microfones e pistas livres

Com os apresentadores Tiely Queen -break e Malvez, Afro-Break, Afável, DJ Vivian Marques, Amanda NegraSim, Guetto Freak, DJs Bola e Sandro Lobato



QUINTA-FEIRA 17/03/2011


CEU Perus

Rua Bernardo José De Lorena, s/n


16h00 às 17h30 – Workshops: 4 elementos

DJ – Asa; Graffiti - Gisa (Crew Lilás); MC - Raquel (Elo da Corrente); Dança - B-3


18h00 às 19h30 – Debate: “O Hip Hop combatendo a violência contra a juventude negra: Racismo, exclusão, descaso urbano”

Com Lunna (Mulheres no Hip-Hop/ Frente Nacional Mulheres do Hip-Hop); representantes do poder público; Tata (Quilombaque); Cristiane Moscou (Frente Nacional Mulheres do Hip-Hop)


19h30 às 21h30 – Apresentações artísticas e Freestyle: toca discos, microfones e pistas livres

Com os apresentadores Miwa e Msário, Street Son, Extremo Leste Cartel, DJ Tati, Rpw, Crew West e os DJs M.F. e Pow


SEXTA-FEIRA 18/03/2011


CEU Jaçanã

Rua Antonio César Neto, 105


16h00 às 17h30 – Workshops: 4 elementos

DJ – Wand; Graffiti – Ziza; Dança - Igor (Stylo Loko)


18h00 às 19h30 – Debate: “O Hip Hop combatendo a violência contra a juventude negra: Políticas públicas, qualificação, implementação, acesso”

Com Samoure (C.N.J.), representantes do Poder Público, Malu Viana (Flor do Guetto), Rapper Pirata (Fórum Hip-Hop São Paulo)


19h30 às 21h30 – Apresentações artísticas

Com os apresentadores Rooneyoyo e Lunna, , DJ Mayra, Odisséia das Flores, Stylo Lokoe os DJs Ajamu e Wand



SÁBADO 19/03/2011

Galeria Olido (Sala Mario Pedrosa e Salas de Ensaio)

Avenida São João, 473 - Centro


10h00 às 11h30 – Workshops

DJ - Zulu (Clã-Leste); Vídeo – TioPac; MC – PMC; Moda, estilo e vestuário - Cíntia (Feira-Afro)


11h30 às 13h00 – Workshops

Produção Musical – Fuga; Literatura – Allan da Rosa ; Graffiti; Dança - Danna Black – Wacking


Palco Boulevard São João

Boulevard São João - Centro


13h00 às 21h00 – Apresentações de encerramento

Com a DJ Residente Simmone, os apresentadores Rubia e Max DMN, Fantasma Vermelho, Barcelona, Tiradentes Street Dancers, Andrômeda, Ao , DJ Grand Master Ney, Central Brasileira do Flow, Tocaias MCs, The Funks Men, Filosofia de Rua, Criolo Doido, DJ Dan-Dan, Sharylaine, Cartel Central, Z´África Brasil, , Radicais do Peso, MC Jack, Xemalami, DJ Buiu, Livre Ameaça, , Bonnitas Apleboom, Rapper Pirata, Kuriña, Branco, Tiely Queen e Sindicato Negro

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

6 meses de dorah madiba



Consegui!!!
Ela tem o nome dela escrito no quadro da sala em que ela fica, no berçario da creche!!!
Hj ela faz 6 meses.
meio ano
emblemático
não está aqui agora.
o pai foi buscá-la na creche
não sei o que pensar disto tudo.
exceto que estou muito feliz por ela estar existir.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Com muita raiva




Tô de saco cheio e com pouca disposição pra ser qualquer outra que não eu mesma.
De todos os lados vem pressão... desde a dificuldade de amamentar trabalhando 8h/dia, com minha pequena rainha na creche até a pressão pra me manter equilibrada e não picar um na faca.
Não tenho o direito de surtar.
que saco!
as pessoas vem e vão, fazem o que querem, o que acham certo e estão sempre me roubando, ou tentando me roubar o direito de fazer as coisas do meu jeito.
O meu jeito diz que minha pequena rainha será apresentada aos poucos para a tal papa salgada. Que pressa é essa de fazer as crianças comerem alimentos sólidos?
Pressa para que ela teste todos os sabores de uma vez? é uma pressa para pressionar a mãe a desmamar!
Que inveja do peito, do aconchego e do carinho que envolvem a amamentação...
a pressão do sistema que diz o quê todas crianças matriculadas na educação pública tem que comer!!!
Pressão pra enquadrar, pra pôr na caixinha...
tô ligada que sempre terá um desalmado, achando que sabe mais do que eu, pra oferecer salsichas em cachorro quente pra minha rainha.
Sempre terá um infeliz, desmamado, que achará que refrigerante pode... só um pouquinho, pra experimentar...
o próximo pouquinho é o quê? cocaína?
Sempre tem dessas! todos os dias!! um-sem-ter-o-que-fazer que vai resmungar sobre a }Dorah no sling... que machuca as costas, as pernas e o caralho a quatro.
Pois que vão à merda todos estes desocupados que cuidam da vida alheia!
Álvaro de Campos foi mais elegante... disse: "não me massem, pelo amor de Deus!"
mas eu não sou ele nem qualquer outros dos ele que Pessoa criou então encho a boca e digo: "Vão à merda!"
Eu carrego minha pequena no sling, sim. Vou dar peito pra ela, sim. O quanto ela quiser, sempre que quiser. Vou brigar com o universo mas ela não vai ser atacada pelo bombardeio de comida... numa geração cheia de distúrbio alimentar: obesidade, anorexia e tem mais por aí...
A criança que faz 6 meses ganha uma fome espantosa que só pode ser sanada com comida salgada??? Cadê a parte do C-O-M-P-L-E-M-E-N-T-O que a comida faz parte? Todo mundo fala, fala mas quando tem uma ação de política pública de valor, vinda do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde, ninguém respeita... ficam aí criticando o governo, a educação, o aumento disto e daquilo e, quando tem uma orientação acertada em política pública, lutam contra?
A filha é minha. Eu carreguei 9 meses, eu pari com todas as dores e louvores de um parto natural, abençoada que sou dentro deste sistema cruel de nascer nenê, então eu tenho sabedoria e a falta dela em níveis suficientes pra fazer minhas escolhas e assumir meus erros.
Olha o tipo de coisa que me faz perder o sono!!!
toda esta ira porque tenho que encontrar um pediatra que faça o receituário pró-amamentação para que Dorah não caia de para-quedas na fórmula: "dois vegetais e uma folha" sem nunca ter posto nada salgado na boca dela!
O que eu farei? vários purês de vegetais... ela vai provar... depois vai provar purês com uma folha, depois as misturas! é irracional demais? UMA COISA DE CADA VEZ.
Ou seja, começou a briga: eu X o sistema de educação neste país.
A creche é ótima, salvou minha pele mas não é motivo para acelerarem um processo que eu tenho que estar à frente. A Creche cuida dela na minha ausência, não pode decidir por mim, tão pouco fazer por mim.
Há um sistema - e ainda falarei só sobre sistema... o quanto as pessoas implicam com o sistema financeiro e esquecem a força invisível e opressora dos demais sistemas - que quer ditar o que comemos, o que vestimos, o que consumimos pela tv.. quer formar valores de forma massificada, sem espaço pras individualidades. A criança faz 6 meses e eu perco meus mater-poderes? à merda com isto.
Vou tretar, sim...
não com esta raiva toda... com informação, determinação mas, se estas duas não servir, vai no grito mesmo. Porque só tenho UMA filha, só viverei isto UMA vez e ainda assim vou entregar as decisões para outras pessoas ou um sistema para o qual minha Dorah Madiba é um número ou um nome difícil.
Aliás, cadê a dificuldade em MA-DI-BA? Pronunciam Gisele Bundchen mas não MA-DI-BA? Três sílabas simples. Ok que não conheçam a história de Nélson Mandela, que prefiram ler e assistir filmes sobre 2a Guerra - se assistissem Invictus, nunca mais esqueceriam de Madiba, mas não vão me fazer engolir esta inconveniencia de abreviarem o nome da minha filha, é nome composto. Dorah Madiba. Não é Ana Paula, nem Maria Clara, nem Teresa Cristina. Não dá pra abreviar Dorah M.D. Gonçalves. Santa ignorância, Batman... já falei com gentileza, hoje falarei com contundência.
Dorah acordou. Fui Peito.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Sobre Realeza



O tempo é rei mas eu sou rainha!

uma rainha que sente certa insegurança ao segurar o cetro na mão,
que sente o desconforto do manto nas costas,
o aperto dos sapatos nos pés,
a responsabilidade de governar um reino
e expandi-lo a fim de tornar-se um império.

Meu império tem uma dádiva,
tão rainha quanto eu.
Gerada na intensidade do encontro,
na tentativa apaixonada de envolver o rei e mostrar a ele que outra vida é possível,
sem cordas, amarras ou masmorras para prendê-lo.

Gerada na busca da liberdade de amar,
ela chegou com os olhos mais vivos que já vi na vida!
chegou com um sorrisão que desmancha meu coração em mel
gestos delicados e firmes,
um calor no corpo que preenche toda minha alma.
Meu império está expandido! Madiba, minha dádiva!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

RE-qualquer coisa

Ando pensando em como a maternidade é um troço doido. Minha questão é com o quanto ficamos expostas a partir do momento em que publicizamos que estamos gerando uma vida dentro de nós.
Há um consenso técnico, médico, que diz que vc tem que engordar tantos quilos por mÊs, que tem que comer isto ou aquilo, fazer não sei quantos exames e, aparentemente, tudo muito bom mas sempre tem a sombra da desne-cesárea que chegou até mim... mas quem imaginaria que esta magricela chegaria à materndade com 7 de dilatação? Foi a benção porque, caso contrário, não teriam esperado nada e teriam passado a faca em mim?
Tantas mulheres passam por isto.. não dão tempo do corpo agir... mas, é verdade também, que a mulher precisa estar em sintonia com o corpo e o momento pra encarar o parto normal. Eu não troco por nada neste mundo e Deus sabe o que faz! Se dependesse do momento do nascimento de Dorah, eu teria tido uns 10 filhos porque nenhum dos fantasmas que me pintaram, apareceu pra mim.
Bom, falando em fantasmas que rondam tem o fantasma que atormenta a amamentação: "pouco leite", "leite fraco", "criança com fome". Raro é o cristão pra lavar a louça na minha casa, limpar banheiro e poupar minhas energias pra que eu pudesse dormir e produzir o tanto de leite necessário. Não faltou alimento pra Dorah porque Deus é maravilhoso e eu tenho a cabeça boa.
O pouco peso que ela ganha mensalmente traz a sombra do complemento alimentar. Estamos chegando aos 5 meses de vida da Pretinha e cabe nos dedos de uma mão quantas vezes lancei mão deste tal complemento.
Sempre tem quem queira que ela tome água, chá, papinha, experimente o docinho, o refrigerante o a PQP totalmente inadequado pra idade dela.
Se fosse pra ser assim, comendo e experimentando comida industrializada, a Organização Mundial da Saúde não recomendaria DOIS ANOS de aleitamento para crianças. Além de mais barato é insubstituivelmente mais saudável. Ela recebe meus anticorpos além da segurança, do calor, do conforto, do afeto que o peito transmite. É pouco? Só se for pros trolhas invejosos que, não tendo nada disto, buscam nas prateleiras dos supermercados e nas vitrines dos shoppings.
Daí tem outro fantasma - este, ninguém ousa comentar... o lance do parto natural estragar o brinquedinho do papai...
Pra começo de conversa, minha boceta não é brinquedo de ninguém. É minha e dou pra quem eu quero e eu sempre levei isto muito a sério. O culto à boceta apertada, virgem, acaba por estimular o encontro sexual entre homens maduros e jovens muito jovens, pra não dizer crianças - o que não é mentira nenhuma... E, boceta saudável se exercita. Portanto, quem diz que parto normal acaba com o brinquedinho do papai, não manja nada de bocetas.
Aqui anda tudo normal quanto a fase pede porque a prioridade é AMAMENTAR e não trepar. O corpo manda hormonios pra produção de leite e não pra produção de lubrificação vaginal porém, ela está lá, existe e só precisa de uma mãozinha pra estimulação! Homens preguiçosos, saiam da fila!!
Ainda tem o lance do "corpo voltar ao normal". Que catso é isto? Quem inventou esta meleca de normalidade pra um corpo que gestou por 9 meses, pariu e segue contribuindo pro desenvolvimento pleno do ser gerado? Só pode ser um homem cego! Não é regra ter normalidade. É possível voltar ao peso anterior à gravidez mas NUNCA ao mesmo corpo porque não é o mesmo corpo.
É um corpo que passou pela maior transformação que existe no mundo, como é possível um retorno anterior à tal transformação. Mudou, já era. Outro corpo, outra sensação, outro cuidado, outro peito (tão lindo quanto sempre foi, exposto por aí porque são as mamas quem cumprem a função de aMAMentar portanto é mais uma demonstração de ignorância fetichizar sexualmente a amamentação. Talvez a amamentação tenha a ver com sexualidade, há quem defenda isto mas, como toda e qualquer sexualidade faz parte da intimidade da pessoa, não tem porquê discuti-la publicamente.
No final das contas, mesmo no século XXI, o corpo feminino e suas funções são tão desconhecidas que a sociedade contemporânea segue não sabendo como lidar com este corpo tão holístico, tão integrado, tão processual.
Triste é ver mulheres se entregando às pressões sociais, escravizadas de convenções sociais, entristecidas e pressionadas sem entender picas de nada. Sem reflexão, sem conexão com o próprio sentimento.
Como sou eu nesta fita? Grávida, nunca rejeitei a gestação - mesmo com os 340 mil perrengues que vivemos. Pari pelas vias normais e no meu momento de alimentar Dorah também senti a pressão e ameaça de incompetencia pairando sobre meu corpo. O tempo me deu convicção de que estou certa. Não tenho meu peso anterior à gestação mas já uso as calças 38 e sei bem que o corpo não é o mesmo. A crise que há é que não tenho tempo nem exerço uma atividade que me conecte com meu novo corpo, por enquanto! E minha intimidade, apesar de não ser do interesse de ninguém, vai bem, obrigada!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Fui presenteada!

com muitas coisas...
a paz reina em casa... Dorah e o pai estão curtindo a companhia um do outro
no trampo, tô pegando o ritmo
e, a melhor...
roubei do Wal (http://negrasletras.blogspot.com/2010/12/zelo.html)

"até que a falta de um os separe!!!"

vai virar meu mantra!!
em especial no dia de hoje, depois de mais um ano carregando Dorah junto a mim, nos separamos fisicamente. Também por ontem em que, a noite foi deliciosamente conciliadora!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Depois de tanta chuva, o sol...

Semana de céu cinza, muita água e como o domingo se aproxima? ensolarado! Lindo! Inspirador!
Penso sobre condições ideais e o quanto corro atrás delas. Amanhã é meu retorno ao trabalho e isto significa uma grande mudança para Dorah e eu.
Não nos preparamos para isto mas não foi escolha nossa. Continuamos grudadas uma na outra, ela no peito muito tempo e várias vezes ao dia. Comprei uma mamadeira para os cuidadores se sentirem mais seguros em dar meu leite para ela. Minha proposta é que ela beba no copo, seja lá qual for o copo mas peito é mais do que alimentar. Comer tem a ver com sentimento, com sentir-se seguro, acolhido, querido... tanta gente desconta suas frustrações na comida, vivemos uma época de tantos transtornos alimentares e, quando se trata de um bebê, as pessoas esquecem o contexto do alimento.
Se Deus permitir, o choque de Dorah será menor porque ela será alimentada pelo pai - o segundo melhor colo do mundo.
Ele, que gosta tanto de me desacelerar, que afirma ter um tempo mais lento do que o meu, não entendeu que Dorah precisava de uma transição.
Talvez ele esteja certo e amanhã a choradeira não seja maior do que geralmente é. Talvez ele brinque tanto com ela, saia com ela pelo bairro e ela, no conforto do sling, não dê pela minha falta e, quando começar a ficar difícil, lá vai ela de lotação pra casa da avó... tudo novo e, quando começar a estranhar de novo, estou de volta.
Espero que tudo fique bem pra ela... pra mim? ainda não tive tempo de processar ou me preparar.. vou esperar pra ver como o dia transcorre.