segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Encontros e questionamentos

o ritmo é sempre louco...
este fim de semana estive com um casal de amigos.. ela brasileira, antropóloga,morou 11 anos na Europa. Ele, argelino, 7 anos morando na França. Ambos despencam pra selva de pedra e a tem como um ponto de partida pra uma vida nova.
É preciso muito amor, muita confiança e muita coragem pra fazer isto.. começar do zero.. uma casa, uma profissão, um emprego, um empreendimento...
não sei exato o que motiva as pessoas... a maior parte do tempo penso que é o desejo. Seja ele qual for.. desejo de mudar uma realidade, de atingir uma realização, de ser famoso, de aprender, de vencer um desafio.. sei lá... são inúmeras as possibilidades.. mas passa pelo desejo, pelo querer.
Esta coisa de mudar a própria realidade é tremendamente mais desafiadora do que mudar a realidade do outro.
Quando quero mudar a relaidade do outro eu busco quem pensa do mesmo jeito e me associo, faço alianás, parcerias.. mas, pra mudar a minha própria realidade, só posso contar comigo e lá vou eu lembrar do filme "Inimigo meu"... é mais do que força de expressão.
Desejo, amizade, amor.. são pré-requisitos pra que algumas mudanças aconteçam... na vida é essencial estar envolvido.. ainda que envolvimento envolva tempo.
Samya e Aziz tem tempo.. tempo vivido e tempo por viver.
A presença deles me trouxe novos ensinamentos (como hidratar pele e cabelo com manteiga de karité, pontos para bordar, um pouco sobre história, geografia e cultura da região de Cabília, na Argélia) e troxue novos questionamentos sobre relações humanas nas mais variadas facetas: social, afetiva, familiar, profissional...
Questionamentos agregam e eu gosto disto... só tenho a agradecer este encontro...
na prática, fomos pra muitos lugares.. um imenso rolê na ZL, uma caminha deliciosa na Paulista, um jantar digno de jiboiar na Liberdade... um rolê no Cangaíba, na São João, na Sé, no Solar da Marquesa de Santos... uma hora eu ponho estas fotos aqui.. tenho fé!!
tenho que parar... o sono tá gigante.. nem falei das críticas que Sâmya fez ao rap: a misoginia, o machismo, a falta de brasilidade na música... eu reconheço tudo isto e, ainda assim, mesmo dando razão a ela, tenho o rap como um ritmoq ue está no meu coração.. pelos amigos que fiz nesta caminhada, pelos amores que vivi, pela bagagem que adquiri.. vixi.. motivo tem de monte.
Hum.. falta registrar o quê?
sei lá.. sonão...
fui!

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